Para que mais um blog sobre educação?

Se há unanimidade em algo é aquela que não duvida da importância da educação. Não há ninguém que possa relegar em segundo plano os benefícios da educação de qualidade, tanto para a formação do sujeito, quanto para a formação profissional da mão-de-obra. Entenda-se educação de qualidade aquela que é sensível ao coração, à mente e às mãos, ou seja, que consiga trazer o equilíbrio dos sentimentos, a vivacidade da cognição e a saúde do corpo, no trabalho útil para si e para os outros. (parafraseando Pestalozzi)

Refletir sobre as possíveis e melhores soluções para os descaminhos da educação no Brasil e no mundo é papel de todos, não somente dos educadores e gestores públicos, já que a educação, assim como a saúde ou a segurança, afeta diretamente a todos os indivíduos, ao mesmo tempo que pode assegurar, ou não, benefícios para o conjunto da sociedade. É para isso que esse blog existe: para o exercício da reflexão.

Refletir não significa jogar fora tudo o que se fez antes. Às vezes a palavra mudança é muito mal interpretada pelas pessoas. Mudança não é descarte, é transformação. No tema da educação, na ânsia de se acertar e diminuir os prejuízos de um modelo tradicionalmente excludente, comete-se o erro de simplesmente ignorar os avanços que no passado foram conseguidos, por um modelo “moderno”, mais de acordo com as novas teorias, sem antes compreender a sua aplicabilidade no dia-a-dia da escola.

“Ser professor é ensinar que o primeiro verbo é amar e, em seguida, proclamar que o segundo é o ensinar”. Adozinda Kuhlmann

Por isso escolhi o vídeo da professora Adozinda Kuhlmann (TEDxSP 2009), para mostrar, definitivamente, que boa tarde daquele ensino tradicional, condenado por tantos teóricos, centrado no professor, também trouxe frutos importantes. Adozinda é um exemplo de como a técnica mais tradicional, embora questionável em um sem número de aspectos, teve e ainda tem um valor incalculável na vida de milhões de estudantes.

Esse será o meu espaço público (paradoxo compreensível, não?) de reflexões sobre as coisas da educação: o cotidiano de um professor quase solitário, as angústias profissionais, os anseios de melhorias, as ideias mais tresloucadas, os desabafos mais honestos, as contribuições mais sinceras e lugar para partilhar os sucessos mais tímidos alcançados em sala de aula.

Serão bem-vindas as falas de outros colegas de profissão, como também de alunos e pais.

por Danilo Pastorelli

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